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domingo, 12 de junho de 2011

Renascimento na Literatura

O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a intenção de reviver a literatura clássica greco-romana.
Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de inspiração e modelo seguido.
Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao sobrenatural.
O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio, por seu cientificismo.

Contexto Histórico

As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.
Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.


Rafael Zanzio

Arte,Pintura,Itália,RAFAEL SANZIO,Retrato de Francesco Maria della Rovere, 1514 Museu Czartoryski, Cracovia
Rafael Sanzio – Retrato de Francesco Maria della Rovere, 1514
Museu Czartoryski, Cracovia
Por sugestão de Bramante, seu amigo e arquiteto do Vaticano, Rafael foi chamado a Roma pelo papa Júlio II em 1508. Nos 12 anos em que permaneceu nessa cidade incumbiu-se de numerosos projetos de envergadura, nos quais deu mostras de uma imaginação variada e fértil.
Dos afrescos do Vaticano, os mais importantes são a “Disputa” (ou “Discussão do Santíssimo Sacramento”) e a “Escola de Atenas”, ambos pintados na Stanza della Segnatura. O primeiro, que mostra uma visão celestial de Deus, seus profetas e apóstolos a encimar um conjunto de representantes da igreja, equipara a vitória do catolicismo à afirmação da verdade. Já a “Escola de Atenas” é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano.
Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.
Após a morte de Júlio II, em 1513, a decoração dos aposentos pontifícios prosseguiu sob o novo papa, Leão X, até 1517. Apesar da grandiosidade do empreendimento, cujas últimas partes foram deixadas principalmente por conta de seus discípulos, Rafael, que então se tornara o pintor da moda, assumiu ao mesmo tempo numerosas outras tarefas: criou retratos, altares, cartões para tapeçarias, cenários teatrais e projetos arquitetônicos de construções profanas e igrejas como a de Sant’Eligio degli Orefici. Tamanho era seu prestígio que, segundo o biógrafo Giorgio Vasari, Leão X chegou a pensar em fazê-lo cardeal.
Em 1514, com a morte de Bramante, Rafael foi nomeado para suceder-lhe como arquiteto do Vaticano e assumiu as obras em curso na basílica de São Pedro, onde substituiu a planta em cruz grega, ou radial, por outra mais simples, em cruz latina, ou longitudinal. Sucedeu também a Bramante na decoração das loggias (galerias) do Vaticano, aí realizando composições de lírica simplicidade que pareciam contrabalançar a aterradora grandeza da capela Sistina pintada por Michelangelo.
Nos 12 anos em que permaneceu nessa cidade incumbiu-se de numerosos projetos de envergadura, nos quais deu mostras de uma imaginação variada e fértil.
O primeiro, que mostra uma visão celestial de Deus, seus profetas e apóstolos a encimar um conjunto de representantes da igreja, equipara a vitória do catolicismo à afirmação da verdade. Já a “Escola de Atenas” é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles ePlatão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.
Após a morte de Júlio II, em 1513, a decoração dos aposentos pontifícios prosseguiu sob o novo papa, Leão X, até 1517. Apesar da grandiosidade do empreendimento, cujas últimas partes foram deixadas principalmente por conta de seus discípulos, Rafael, que então se tornara o pintor da moda, assumiu ao mesmo tempo numerosas outras tarefas: criou retratos, altares, cartões para tapeçarias, cenários teatrais e projetos arquitetônicos de construções profanas e igrejas como a de Sant’Eligio degli Orefici.
Tamanho era seu prestígio que, segundo o biógrafo Giorgio Vasari, Leão X chegou a pensar em fazê-lo cardeal.
Em 1514, com a morte de Bramante, Rafael foi nomeado para suceder-lhe como arquiteto do Vaticano e assumiu as obras em curso na basílica de São Pedro, onde substituiu a planta em cruz grega, ou radial, por outra mais simples, em cruz latina, ou longitudinal.
Sucedeu também a Bramante na decoração das loggias (galerias) do Vaticano, aí realizando composições de lírica simplicidade que pareciam contrabalançar a aterradora grandeza da Capela Sistina pintada por Michelangelo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011


O Homem do Renascimento, segundo Agnes Heller

 O Homem do Renascimento, segundo Agnes Heller, era aquele que se comportava de acordo com as frases de Shakespeare ou Leonardo da Vinci, como:
“Posso sorrir, e matar enquanto sorrio,
E proclamar-me feliz com o que me aflige o coração,
Molhar as minhas faces com lágrimas fingidas
E acomodar a minha cara a todas as ocasiões…
Posso acrescentar cores ao camaleão,
Mudar de forma mais depressa que Proteu
E mandar para a escola o sanguinário Maquiavel!”
Ricardo II, Ato 3, Cena 5
**********
“Vede aqueles que podem ser chamados
Simples condutores de comida,
Produtores de estrume, enchedores de latrinas,
Pois deles nada mais se vê no mundo
Nem qualquer virtude se observa no seu trabalho,
Nada deles restando além de latrinas cheias”
 
Anotações, Leonardo da Vinci
Percebe-se que, além de ser capaz de simular, dissimular, mentir e atraiçoar o homem dos novos tempos burgueses – que seguem até nossos dias de profunda decadência da própria burguesia até por esgotamento – deveria ser capaz de obter fama e fortuna em vida, o que seria impensável durante o feudalismo. A seguir o pensamento do genial Leonardo da Vinci, era preciso deixar a sua marca na história, fosse em que campo da existência fosse. Somente era criticado aquele que nada mais fazia do que trabalhar, comer, dormir e, no máximo, reproduzir-se, coisa que outros animais são capazes de fazer – o que enfatiza o humanismo renascentista.


A criação de Adão

Pintada por volta de 1511 por Michelangelo, “a criação de Adão” é um afresco de 280 cm por 570 cm, que se encontra no teto da capela Sistina, que representa Deus criando Adão.Deus é representado como um ancião barbudo envolto em um manto que divide com alguns anjos.Seu braço esquerdo está abraçado a uma figura feminina e o braço direito de Deus está esticado para criar Adão, o qual está com o braço esquerdo estendido em direção a Deus. Os dedos de Adão e de Deus estão separados só por uma pequena distância, como pode ver abaixo:

O Renascimento na Itália

O renascimento na Itália teve três etapas, o Trecento no séc. XIV, o Quatrocento ou Quattrocento no séc. XV e o Cinquecento do séc. XVI.
O Trecento
O Trecento é considerada uma transição do Gótico para o Renascentista. Em XIV Florença, Pisa e Siena foram grandes centros nessa primeira fase.
Grandes Artistas do Trecento
- Sandro Botticelli  (1445 – 1510). Uma de suas obras é  O Nascimento de Vênus.
- Donatello (1386 – 1446). Suas eram de temas religiosos embora exaltema figura humana.
- Fillipo Brunellesci (1377 – 1446).  Projetou muitas igrejas que se tornaram modelos para a arquitetura do período.
A Pintura Gótica e Renascentista
A pintura gótic possui traços das pinturas bizantina e renascentista. Ela mantém a expressão austera das personagens e cores realçadas nas roupas e no dourada, porém ela já começa a ter terceira dimensão nas figuras, dando lhes uma expresão mais humana.
Na pintura renascentista a linha de contorno desaparece  e o volume e o movimento são claramente percebidos. Os artistas se preocupam em explorar o  mundo e retratar o ser humano, mesmo em quadros religiosos.
Aqui vão algumas imagens de artistas do Trecento:                                                                                          

Escola de Atenas

Pintada pelo artista italiano Rafael entre 1506 e 1510, a Escola de Atenas  representa a Academia de Platão. A obra é um afresco em que aparecem ao centro Platão e Aristóteles. Platão segura o Timeu e aponta para o alto, sendo assim identificado com o ideal, o mundo inteligível. Aristóteles segura a Ética e tem a mão na horizontal, representando o terreste, o mundo sensível. Em A Escola de Atenas, Rafael pintou os maiores estudiosos antigos como se fossem amigos que discutiam e desenvolviam as formas de pensar e de refletir a filosofia em si.Alguns personagens da figura sao: Pitagoras; Alexandre, o grande;Socrates;Arquimedes; entre outros. Hoje, a pintura esta no Palacio Apostolico, no Vaticano.

Principais representantes do Renascimento Italiano e suas principais obras:


Giotto di Bondone (1266-1337) – pintor e arquiteto italiano. Um dos precursores do Renascimento. Obras principais: O Beijo de Judas, A Lamentação e Julgamento Final.
- Michelangelo Buonarroti (1475-1564)- destacou-se em arquitetura, pintura e escultura.Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela Sistina (Juízo Final é a mais conhecida).
- Rafael Sanzio (1483-1520) – pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus).
- Leonardo da Vinci (1452-1519)- pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc. Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia.
- Sandro Botticelli – (1445-1510)- pintor italiano, abordou temas mitológicos e religiosos. Obras principais: O nascimento de Vênus e Primavera.
- Tintoretto – (1518-1594) – importante pintor veneziano da fase final do Renascimento. Obras principais: Paraíso e Última Ceia.
- Veronese – (1528-1588) – nascido em Verona, foi um importante pintor maneirista do Renascimento Italiano. Obras principais: A batalha de Lepanto e São Jerônimo no Deserto.


O Nascimento de Vênus

O Nascimanto de Vênus, é uma pintura de Sandro Botticelli que fora encomendada Lorenzo di Pierfrancesco de Médice para a Villa Medicea de Castello.
A obra está esposta Galleria de gli Uffizi, em Florença, Itália. O quadro mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de altura.
Alguns acreditam que a obra seja homenagem ao amor de Giuliano di Piero de’ Medici (que morreu em 1478, na Conspiração dos Pazzi) por Simonetta Cattaneo Vespucci, que viveu em Portovenere, uma cidadela à beira-mar. Qualquer que tenha sido a inspiração do artista, parecem haver influências de obras como a “Metamorfose” e “Fasti“, ambas de Ovídio, e “Versos“, dePoliziano.
No quadro, a deusa clássica Vênus emerge das águas em uma concha, sendo empurrada para a margem pelos Ventos D’oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores. Alguns especialistas argumentam que a deusa nua não representaria a paixão terrena, carnal, e sim a paixão espiritual. Apresenta-se de forma similar a antigas estátuas de mármore (cujo candor teria inspirado o escultor do século XVIII Antonio Canova), esguia e com longos membros e traços harmoniosos.


A Arte e Ciência Renascentista

No renascimento a arte e a ciência estavam muito ligados, e , muitos artistas daquela época também foram cientistas.Leonardo da Vinci fez inumeros estudos anatomicos, físicos, naturais etc. principalmente do corpo humano. Ele queria representar o ser humano em toda sua grandeza, e para isso tinha que conhecê-lo a fundo.
Os renascentistas queriam reinventar o mundo, renascer, e isso incluia a ciência. No período renascentista houve uma intença produção científica, isso porque os cientistas renascentistas mantinham uma certa “distância”da Igreja, que condenava as investigações.
Vou falar agora sobre as duas figuras principais do Renascimento Científico, Leonardo da Vinci (de novo!) e Nicolau Copérnico.
                                                            Leonardo da Vinci e a  Ciência
Vou ser breve para ficarmos livres ( Eu espero) de Leonardo.
Leonardo projetou inúmeros inventos, dos primórdios do helicóptero a fortes militares, dedicou-se aos estudos da anatomia humana, física, botânica e astronomia. Ele também usou seus estudos para melhor representar o homem e a natureza.
                                                                         Nicolau Copérnico
Seu trabalho mais famoso foi a Teoria Heliocêntrica, que diz que a Terra gira em torno do Sol, ao contrário da Teoria Geocentrica defendida pela Igreja.
                                                                                     Enfim…
Enfim, as ciências progrediram muito durante a Renascença e houve muitos cientistas brillantes nesse período como Galileu Galilei, Kepler e outros.